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Vê, ou veja!

 

Nesta tela, deveras verás, a falar sou a primeira pessoa, e só à segunda, me dirijo, logo, se tens algo a dizer, ousa. Ouça você, se não és tu... 

 

Entre cem semelhantes meus – escolhidos aleatoriamente, e às ordens de um proceder lesto – sem dúvida, ainda que os avalie a menos, não mais que dez prezo, e desprezo em seguida, o resto, com certeza...

 

Conhecem-se este axioma...: todas e quaisquer manifestações vitais se expressam necessariamente fundadas em um legado genético, logo, sob absoluta certeza, há quem possa afirmar: a estratificação social é diversa, e não é estática, por assentar-se no dinamismo da hereditariedade*, por consequência imediata desse evento dinâmico, a cultura dos entes humanos que compõe a sociedade, se alicerça também naquela estratificação; a ser assim, e a ser a cultura necessária à sociedade, haverá sempre classes sociais distintas entre si; e para que mais fique sublinhado o peso desse segundo axioma, que acima está em destaque, não dependo de ousadia a afirmar: haverá diferenças menores entre as ditas classes sociais, se a formação da sociedade e por consequência imediata, da cultura, se submeter à seleção genética*, e isso só alcançará bom êxito, se tal seleção dispuser, sobretudo, ou antes, necessariamente, do patrimônio genético de indivíduos que mais se aproximam do ápice do referido cone social.

Vê! Neste momento, por imposição deste texto, abro um primeiro parêntese, que ao se justificar, justificará um segundo, ou até outros, caso necessários sejam; vejamo-lo:

“A abrir parêntese, amiúde quebra-se o texto que julgamos carente de reparo; e ao fazê-lo, muita vez, subestima-se o raciocínio de outrem, ou remenda-se o nosso próprio que fora puído”; sob esse, e não sob aquele efeito, é feito aqui, por ser necessário, um remendo. Entre estas letras, o faço pela primeira vez, mas, já o fizera antes em outros lugares; e caso seja imperativo, para conservar o hábito velho, de novo, em algures, fá-lo-ei. Pois bem, sem constrangimento, tolere este parêntese que se segue, pois o faço por minha conta, logo, logo, ou desde já, estou a remendar o meu próprio raciocínio que fora trincado”.

“Se és tu, vê que assim desejo falar, pois já no início desta página, dissera que o faria, ainda que só em singulares momentos ou em regiões particulares dizem tu sóis, pois, sóis à segunda pessoa, perderam o brilho em quase todos os lugares; ademais, menos devo dizer vede, uma vez que a voz a vós, só antes dos nossos avós, nossa língua pátria concedia...”

Agora, livre dos parênteses, lê estas linhas que abaixo estão, mas antes, apreende o preceito que encerra o primeiro parágrafo deste texto; caso não possas fazê-lo, para que a boa semente que te ofereço não pereça, hei de adubar o teu árido discernimento, com isto, propiciar-te-ei a oportunidade de ter viçosos frutos às mãos...

Contudo, para que minhas palavras tenham maior alcance, hei de dispor de um modo mais usual para me fazer compreendido, qual seja hei de mudá-las, ou antes, hei de usar palavras diferentes à compreensão do texto que se encontra antes daquele primeiro “Vê!” que se vê no início do segundo parágrafo deste texto, pois, sem nenhum retoque, se o envio ao ínvio semelhante meu que compõe a maioria da nossa sociedade, frustrar-se-á a minha reta intenção...

A ser assim, continuo envolvido em um doce atavismo, ao usar a segunda pessoa do singular para te advertir: até aqui, se dúvida houve, ouve esta certeza: antes de sair à procura daquelas tais palavras – as  diferentes – inclino-me a desistir de fazê-lo, pois a arrostar tão vã empresa,  considerei que se já em tempos pretéritos, sobretudo, nos mais recentes, à disposição das pessoas dispostas a usar e a cultivar uma comunicação objetiva e escorreita, palavras apropriadas já não havia, contudo, há via hoje, pavimentada, ampla e extensa, através da qual tem-se acesso irrestrito àquelas diferentes palavras... Ademais, aquela minha saída em busca dessas ditas palavras, seria um contraexemplo ao meu propósito, uma vez que, estaria a manter estanques as classes sociais, ou estaria levando-as a uma situação atávica, ao degradar uma forma de comunicação clara e objetiva, para alcançar com mais facilidade, as classes sociais mais baixas, que por terem sobre a boa comunicação, uma rés visão, revisão nenhuma fazem das suas próprias palavras, quando se comunicam entre si... Para que assim não continue a ser, desisto daquele intento, mas peço-te, não desistas desta leitura.

O que já dissera, por isto se justifica: a sociedade a expensas da Democracia, ou antes, a expensas de uma cruel oligarquia política a buscar menor diferença entre as classes sociais que a compõem – representada por aquele cone – em um primeiro momento, lamentavelmente, de forma grosseira, entendeu de ceifar o seu próprio ápice, transformando-se assim, em um grotesco e insustentável tronco de cone... Para que diferente seja, ou seja, para que haja menores diferenças entre essas classes sociais, há de se reparar se a amparar esse intento, for considerada a medida única que há, qual seja diminuir o raio de ação das pessoas ineptas que estão incrustadas na sociedade; isso se dará necessariamente, do seguinte modo: hão de ser excluídas à reprodução humana, as pessoas que detêm em si, um lastro genético de baixo peso, pois a pedra Canga friável o fiável granito jamais poderá substituir, quando se deseja obter uma concreta base para não deixar ruir a sociedade... Para que essa prática, à realidade seja estendida, entendida haverá de ser esta metáfora: ao se dispor daquele cone – aquele que fora truncado – à maneira de um funil, ele haverá de ser invertido, quando então, tudo haverá de se fazer, para que através de seu ducto de saída escoe tão somente o seu terço inferior, naturalmente, formado por pessoas.

Tolera mais estes parênteses!

“Aquele terço inferior, referido acima, fora antes um terço superior, quanto em sua posição habitual se encontrava a formar o tal cone truncado. Aqui ou lá, está justificado o seu valor maior dele...”.

 Agora, livre dos parênteses, e liberto daquele cone, tomemos aquele seleto e distinto terço que fora escoado para ancorado ficar ao servir de alicerce a uma nova sociedade que haverá de se formar... Com efeito, com esse feito, estaremos a delimitar uma menor área para que menor número de parvos a ocupe, uma vez que o raio do novo cone social em relação ao seu velho homólogo, diminuir-se-á sobremaneira. Para que se torne mais evidente, com efeito, mais notada essa nova e desejável sociedade, nada mais se faz necessário, além de elevar a dimensão daquele raio ao quadrado, e em seguida, multiplicar o produto obtido por π – que é uma constante invariável – tanto quanto o é a necessidade de se estratificar de maneira racional a sociedade para que ela alcance o seu equilíbrio dinâmico.

A tempo lembrou-me dizer: Quanto aos dois terços remanescentes naquele cone, caso queiram, que formem uma nova sociedade – uma sociedade paralela – todavia, em toda Via Láctea, espaço para fazê-lo, não hão de encontrar...

 

* - A falar sobre hereditariedade e genética, me apoio em um lastro próprio que me estabiliza, pois a tempo, tento conservar e atualizar os meus conhecimentos...

 

PS - Fico-lhe muito obrigado pela sua visita; se ler mais, ainda que seja por acaso, caso a menos, não farei da sua atenção.

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