E continuam a assassinar Bin Laden!

 

A vida é dom supremo concedido pelo Criador, logo, tão somente a Ele é reservado o direito de dar termo ao nosso viver. Só põe em dúvida esta asserção, as consciências enfermas, e consciência doentia entre outros sinais, apresenta a carência dos valores absolutos e perenes; portando, uma mente saudável há de compreender que aniquilar uma vida, ainda que esta, a serviço da morte, ceifou milhares de outras, é inaceitável...

O início dos anos 10, do século atual, nos faz recordar dos anos 40, do século passado. Naqueles dias - os dias dos anos 40 - o terrível Hitler quisera dominar o mundo se apoiando na “Eugenia”, nos dias de hoje, outros “Hitleres” querem dominar o mundo se apoiando na “Economia”. Digo outros “Hitleres”, porque a cada quatro ou oito anos o líder da Nação Americana do Norte se transfigura ao trocar de máscara...

Recentemente houve entre nós, um ente humano chamado Osama Bin Laden. Seu caráter sujeito às injunções da hereditariedade, da educação e do meio que lhe serviu de berço, concedera-lhe uma inclinação maligna que se voltou contra os seus semelhantes, com efeito, feriu-os brutalmente... Entre suas barbáries, destacou-se, sobremaneira, “O 11 de Setembro”. Neste dia, foram ceifadas milhares de vidas inocentes... Justificativa e significado deste terrível massacre nos fizeram recordar de não menos horrendo episódio - “A solução Final” (Endlösung der Judenfrage) de Adolf Eichmann - que às ordens de Adolf Hitler, propunha semelhante plano para o povo judeu, entre outros, considerado um problema na sociedade europeia, logo deveria ser eliminado. Veja que estes dois episódios têm em comum seus efeitos, contudo suas essências se opõem, senão vejamos: a dita “Solução Final” foi um meio para se chegar a um fim - Hitler desejava aniquilar o povo judeu - O “11 de Setembro” foi uma reação ao fim almejado pelos “United States of América”. Cada líder, entre os últimos, senão entre todos, desta nação, tem poucas diferenças de Hitler, entre elas, está a forma insidiosa que usa cada um deles, um após o outro, para perpetuar esta abominável prática - a de subjugar, ou pelo menos tentar, o restante do mundo, quando não do universo. Os meios usados para atingirem tal fim almejado se mimetizam em ajudas externas, em ingerências mascaradas de defesa dos direitos humanos em países vitimados por suas próprias crises internas; assim procedendo, a Nação Americana do Norte desnorteia os incautos, dissimulando suas intenções, mas, tudo que deseja é dominar o mundo nos impondo o seu capitalismo selvagem que bem oculta a face de um imperialismo inaceitável.

Pelo “11 de Setembro” Responsabilidade e culpa únicas à Al-Quaeda foram atribuídas; ledo engano cometeram tantas imprevidentes pessoas! Não compreenderam que Osama feriu uma nação, Obama fere o resto do mundo. Em não menor erro incorrem os Estados unidos, julgando que terão êxito com esta abominável pretensão. Não se tolhe a liberdade do ser humano por tempo indeterminado; para nenhum indivíduo ou nação é fisiológico ser subjugado para sempre; sendo assim, a reação do oprimido é natural tanto quanto inevitável; e a derrota do opressor é consequência que há de vir, sem nenhuma dúvida; ainda que à custa de vidas inocentes aniquiladas. Quanto ao assassinato de Bim Laden, temos que considerar que liberdade pressupõe o discernimento; com efeito, não são passiveis de execução brutal e sumária os indivíduos atingidos por alienação mental ou privados de senso moral. Evidentemente, que a sociedade mundial tinha por obrigação, requerer a segregação daquele terrível transgressor, Osama Bin Laden, em estabelecimento apropriado para que fosse tratado como enfermo que fora; tal medida, creio, seria permanente, pois reintegra-lo à vida social de que se viu divorciado por delinquência alheia à sua vontade, mas, cedendo apenas, à fatalidade das leis biológicas, seria mesmo impossível. O mundo devemos cuidar de nossos semelhantes enfermos. Nada, absolutamente nada, justifica a “Solução Final” para o nosso próximo. Hoje, nos Estados Unidos da América do Norte, apenas trinta milhões (10% de sua população) escolheriam este destino para o Terrível Osama, ou seja, não o assassinariam. Com tão minguada disposição para respeitar a vida humana, devemos nos preocupar, pois podemos inferir desta postura, que não mais que 10% dos seres humanos que somos, concordamos em não assumir a prerrogativa de Deus diante da vida e da morte...

 

 

PS - Fico-lhe muito obrigado pela sua visita. Se ler mais, ainda que seja por acaso, caso a menos, não farei da sua atenção.


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