Chuva e mais chuva...

 


Chuva e mais chuva

Pode enxugar minhas lágrimas

E minha dor secar


 

PS - Fico-lhe muito obrigado pela sua visita. Se ler mais, ainda que seja por acaso, caso a menos, não farei da sua atenção.


( . )

 Eugene Grael  

 Agora sim, dúvidas não há! Desta vez, e de vez, você se tornou incauto. Tantos títulos seguros ao seu lado há! Logo aqui ( . ), você quis mais, por menos cautela ter, se ater?

Se estava a navegar a esmo, saiba:

Ao ancorar em um porto desconhecido, entre os males que há, pode-se encontrar uma das causas do tenesmo...

 


PS - Fico-lhe muito obrigado pela sua visita. Se ler mais, ainda que seja por acaso, caso a menos, não farei da sua atenção.

 

Queira anotar: a notar a infinitude do Universo...

 

Quer anotar: A notar a infinitude do Universo - e isto é necessário ao nosso finito entendimento - comedimento não haverá, se tentarmos limitar o número de galáxias, com efeito, não o há também às estrelas, logo, logo mais ao escurecer, ou mesmo a qualquer momento da noite, não queiras conta-las, conta tão somente, com a luz daquelas que no firmamento estão, e até daquelas que já não mais há, ainda que seu lume continua a brilhar...  

 

 

PS - Fico-lhe muito obrigado pela sua visita. Se ler mais, ainda que seja por acaso, caso a menos, não farei da sua atenção.


O fim, ao fim imediato...

 

Se espúrio for o meio, sem meio-termo, o fim, ao fim imediato, deve chegar...

 

 

PS - A ti fico muito obrigado pela tua visita; se leres mais, ainda que seja por acaso, caso a menos não farei de ti.


Uma história de criança há, que há mais de meio século...

 

As boas e as más experiências, muita vez, ou quase sempre, ficam perdidas em algum dos corredores estreitos e escuros da nossa memória; mas, as impressões que são calcadas em nossas mentes e as acompanham, por feitio próprio, são indeléveis, logo, ficam arraigadas para sempre nos salões iluminados também da nossa memória; a ser assim, amiúde, as boas - as boas impressões - aquelas que gostaríamos de guardar para sempre para não perde-las jamais, aflorando-se nos alegram em forma de lembranças.

Também e tão bem sabemos que depois de mais de meio século de idade, perdem-se alguns, ou muitos detalhes, das boas e primeiras experiências da distante infância, ainda que muito agradáveis tenham sido...

Por compreender bem o que acima está escrito, sem nenhum custo, antes, com muito carinho, tenho bem guardada, mas talvez, mal recordada, uma das minhas experiências de infância, que há poucos dias, lembrou-me deitar no papel, ou antes, deixar de pé, nesta tela.

Queira vê-la, você que fora também criança:

No início do ano de 1961 fui buscar o aprendizado das primeiras letras - faria oito anos de idade em julho desse ano - Entre meus pouquíssimos objetos escolares necessários e exigidos pela escola, estava um pequeno bornal; serviria este para conter a minha merenda. Foi assim que minha bondosa, discreta, e amável tia Odília se dispôs a fazê-lo - o pequeno bornal - e o fez da seguinte forma:

Em um escasso momento à máquina de costura, a esperar seus oito filhos pela contínua atenção da mãe, deram-lhe tempo para coser a minha “lancheira”; para tanto, tomou de um pequeno retalho de algodão, o tingiu de anil, e o transformou em uma pequena sacolinha; para remata-la, embainhou sua boca, por onde passou um fita do mesmo tecido bem cerzida, em seguida, também à maquina, uniu suas duas pontas. Para termina-la de vez, os dedinhos adolescentes da minha talentosa prima Nilce entenderam de gravar meu nome na tal “lancheira”. Bom! Aqui vai uma pausa...

Naqueles dias - os dos meus quase oito anos de idade - com doze a quinze anos vividos contava a minha prima Nilce. Moça morena e alta, olhar altivo, cabelos negros; claras e determinadas posições davam-lhe destaque entre os sete irmãos... Mas, mais lhe destacava era mesmo o seu gênio; gênio áspero!

- Áspero?

Sim! Gênio áspero, que bem pode ocupar o lugar do “querer com firmeza”, mas, por tanto se destacar ao lado do Gênio, é possível destitui-lo da sua vaidosa posição, pois, depois de três aparições, perde força este adjetivo, e a desejar ocupar o seu posto, pode estar o seu desafeto maior, qual seja “o afável”... E fique este bem acomodado, para não se expor mais de três vezes... A ser assim, que fique assim:

Gênio afável!

Voltemos a minha inacabada “lancheira”.

Para deixar gravado o meu legítimo direito  de posse da tal “lancheira”, minha prima tomou de uma agulha de mão e de um pedaço de linha de algodão, em seguida, em sequência de pontos simples, bordou em um de seus lados o meu nome; e o fez com “V”, pois, para vê-lo com “W”, ainda não havia olhos...

Depois de “pontos simples”, se fez necessário abrir parênteses! Por não tê-lo feito, faço agora depois deste depois:

“Pontos simples são feitos da seguinte forma:

Se se quer um bordado simples, a entrar por uma das faces de um tecido e pela sua outra sair, a agulha o traspassa inteiramente; em seguida, a arrastar a sua linha, a mais ou menos dois milímetros à frente desta primeira passagem, volta a agulha a repetir este seu ato, porém agora, na direção inversa; e assim, às ordens de um bordado que ainda não o é, vai a agulha a se fiar em sua continua faina de ir e vir a ferir a resignada trama de fios; e assim ela prossegue a deixar seus rastros entrecortados de um lado e do outro do passivo tecido, quando então, por exigência daquele mesmo bordado que está a ser, volta a agulha ao seu ponto inicial, para tanto, sem saltar nenhum orifício que fizera antes, de fora a fora, vai deixando agora, contínuos os seus rastros, ainda que à custa de um linha que arrastada fora...”

Poucos dias depois daquele mino, ou bem antes das minhas primeiras férias escolares, esta mesma prima, por motivo alheio a minha memória, deu-me um tapa no rosto; foi daqueles que estalam, e quase nada doem, ainda assim, na face de outrem, poderia desbotar o brilho do brio, se já o tivera antes; mas, quanto a mim, naqueles dias, deste tinha falta, e farto de impertinência sempre estivera, logo, da minha prima, mais merecidos tapas poderia ter recebido...

De lá para cá, naturalmente, tive tempo para crescer, e sem muito querer, já o tenho para envelhecer, ainda assim, vez por outra, a tomar tapas continuo, porém, agora, são daqueles que atingem a consciência, pois, das delicadas mãos femininas não provêm...

 

 

PS - Fico-lhe muito obrigado pela sua visita. Se ler mais, ainda que seja por acaso, caso a menos, não farei da sua atenção.